Foi nesta dinastia, principalmente no reinado do faraó Zozer (seu fundador), que começaram a ser definidas as linhas de orientação da arte egípcia, nas diversas formas de expressão.
Necrópole de Sakará
Como acreditavam na imortalidade e na adoração dos deuses, centenas de milhares de escravos e camponeses foram forçados a construir as necrópoles (subterrâneos destinados às sepulturas) e túmulos dos faraós, sacerdotes e altos funcionários. Para além disso também construiram gigantescos monumentos que se destinavam à celebração de rituais e à devoção dos deuses.
Mastaba de Sakará
Os túmulos mais tradicionais são as mastabas. Eram construidas em pedra de forma quadrangular sobre a câmara funerária subterrânea onde estava o sacófago.
Mastaba
Cabeça da estátua do faraó Zozer, Sakará
Dentro da mastaba mas à superfície havia uma capela para as oferendas e um compartimento secreto para a colocação de uma estátua funerária do defunto, para a encarnação da alma. Como podemos ver na imagem acima, Zozer apresenta o
Kalf na cabeça e a barbicha postiça, signos de estatuto real.
Imagens do interior da mastaba
As paredes eram decoradas com pinturas e baixos relevos de cenas que retratavam o quotidiano da vida do defunto, para que a sua alma continuasse a desfrutar de tudo o que tinha em vida.
Pirâmide de Zozer, Sakará, Terceira Dinastia, c. 2600a.C.
O arquitecto Imhotep criou pela primeira vez a forma de pirâmide na construção do túmulo do faraó Zozer, em Sakará. É construida em forma de degraus sucessivos sobre uma mastaba tradicional. É quase como se fossem mastabas sobrepostas umas em cima das outras.
Desde a primeira dinastia que as mastabas evoluiam para dimensões cada vez maiores. A Pirâmide de Zozer tem cerca de 60 metros de altura.
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