domingo, 15 de Novembro de 2009

PALEOLÍTICO

Gruta de Lascaux, França

O Paleolítico (Idade da Pedra Antiga, ou Idade da Pedra Lascada), durou cerca de 2,5 milhões de anos, ou seja desde o momento em que os primeiros seres fabricaram artefactos líticos até ao fim da última gaciação que terminou à 10 mil anos. O Homem organizava-se em clãs, era nómada, deslocava-se de acordo com a necessidade de obter alimentos. Tinham uma sociedade matriarcal com uma economia coletora de subsistência. Viviam da caça, pesca, coleta de frutas e raízes.Tinham uma grande atividade artística. Pintura rupestre, escultura em osso e marfim.
O Paleolítico divide-se em três fases: inferior, médio e superior em função dos utensílios de pedra que o homem foi concebendo. No Paleolítico inferior e médio o home fabricou instrumentos de madeira, osso e pedra lascada, como os bifaces. No Paleolítico Superior (entre 40mil e 10 mil anos a.C.), acontecem as primeiras manifestações artísticas por hobra do Homo sapiens sapiens.

Paleolítico Inferior
Este período é caracterizado pelo fabrico deútensílios a partirde seixos. Á cerca de 2,5 milhões de anos parecem os primeiros utensílios produzidos pelo Homo habilis.
Os isntrumentos líticos foram evoluindo gradualmente, ganhando maior complexidade. Os bifaces eram utensílios talhados em duas faces de maneira que uma das extremidades terminasse em ponta. Estes foram trazidos para a Europa pelo primeiro povoamento humano, o Homo erectus.

Paleolítico Médio
Este períso é caracterizado pelo fabrico de utensílios em silex, feitos sobre lascas, utilizando uma nova técnica, o "método levallois", que consistia na extracção de grandes lascas de forma e tamanho pre-determinados, mediante a exploração cuidadosa de blocos de matéria-prima. esta técnica foi desenvolvida pelo Homo sapiens de Neandertal. Este terá desaparecido à cerca de 40 mil anos em consequência da imigração de populações oriundas de África com uma anatomis idêntica ao homem moderno.

Da esq. para a dir.- Furador Solutrense, Torres Vedras; Biface, Leiria; Lámina, Rio Maior; Machado de mão, Leiria

Paleolítico Superior
Este período desenvolveu-se entre cerca de 40 mil e 10 mil anos. E caracteriza-se pela actividade do homem anatomicamente moderno, o Homo sapiens sapiens ou Homem de Cro-Magnon.
Aparecem novos utensílios e novas técnicas com o fabrico de pontas de projéctil em osso e de láminas em lascas alongadas. Surgem os primeiros objectos de adorno pessoal, dentes de animais e conchas usados como pendentes.Este período marca o aparecimento das primeiras manifestações artísticas. Por se observar uma evolução crescente durante o Paleolítico Superior no Sudoeste Europeu, foi feita uma subdivisão com base nos sítios arqueológicos, em que pela primeira vez aqueles vestígios foram identificados.

Aurinhacense, há 40 mil anos, em Dordonha.
Aparecem as primeiras manifestaçãoes artísticas. Mãos pintadas em negativo, gravações e incisos nas paredes. Silhuetas, animais vistos de perfil e pintura monocromática. Estatuetas femininas, as Vénus.

Gravetense, há 27 mil anos.

Solutrense há 21 mil anos, na região franco-cantábrica.
Maior perfeição nas silhuetas de animais. Ideia de movimento, maior dinamismo nas representações e baixos relevos de animais.

Madalenense de 18 mil anos a 10 mil anos na Região levantina e franco-cantábrica. É o apogeu da arte parietal. Representações animalistas com grande realismo. Pintura policromática, gravações em osso e chifre. Baixos-relevos em argila e estatuetas femininas, as Vénus.

As duas grandes categorias em que podemos agrupar as formas artísticas do Paleolítico são arte móvel e arte rupestre.
A arte rupestre, era executada no interior de cavernas, usando as paredes como suporte ou então na decoração de superfícies rochosas ao ar livre. Representavam essencialmente cenas de caça. Não para descrever uma situação vivida pelo grupo, mas sim ao serviço de um ritual, desempenhava uma função mágica. Acreditavam que representando um animal ferido mortalmente, isso lhes traria sorte na caçada. Poderiam controlar o espírito dos animais e roubar a sua força.
As pessoas raramente são representadas. E quando aparecem não têm o mesmo naturalismo dos animais. Correspondem a formas humanas dificilmente reconhecíveis, são formas simbólicas.
Os arqueólogos descobriram que estes artistas para iluminarem a escuridão das cavernas utilizavam pequenas lanternas de pedra cheias de gordura ou medula animal.
Os desenhos iniciais foram gravados em rocha macia, ou pequenas quantidades de tinta foram sopradas para a parede com uma cana oca.
Para fabricarem as tintas utilizavam ocre, um mineral natural que era reduzido a pó, para produzir pigmentos vermelhos, castanhos e amarelos. O preto era conseguido do manganês ou de carvão natural.
Os pigmentos ou eram esfregados directamente na parede, resultando num efeito semelhante à pintura a pastel, ou eram diluídos em líquidos como a gordura animal, e aplicados com canas duras ou com escovas de cerda.
Podemos admirar inumeros exemplos dessa arte em Espanha, na gruta de ALTAMIRA, em França, na gruta de LASCAUX e CHAUVET, em África na gruta de RODÉSIA, e mesmo cá em Portugal em Foz Côa.

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